Larissa Bombardi

Dados, artigos e análises críticas sobre a mundialização da agricultura e os perigos silenciosos que afetam a nossa sociedade. Larissa Bombardi expõe os impactos dos agrotóxicos e o colonialismo químico na saúde e no meio ambiente. Conheça as pesquisas que estão mudando o debate global.

Saiba Mais
Larissa Bombardi

Pesquisadora e especialista na temática do uso de agrotóxicos

Larissa Bombardi é geógrafa, pesquisadora do Laboratório de Agroecologia da Universidade Livre de Bruxelas (ULB) e foi professora livre-docente do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), com 14 anos de pesquisa sobre o uso de agrotóxicos e suas conexões com a economia global.

É autora dos atlas sobre a geografia do uso de agrotóxicos no Brasil (2019 e 2021) e do livro Agrotóxicos e Colonialismo Químico (2023), referência internacional que mostra como substâncias banidas na Europa continuam sendo exportadas para o Sul Global.

Seu trabalho reúne dados, cartografia e análise crítica para dar visibilidade a um problema silencioso que afeta a água, a alimentação e a saúde — sobretudo das populações mais vulneráveis.

Saiba Mais
Larissa Bombardi

Brasil: uso de agrotóxicos e quantidade utilizada

5.000

vezes mais glifosato permitido na água potável do Brasil do que o limite da União Europeia

20%

de todo agrotóxico comercializado no mundo é consumido no Brasil

1

morte a cada 2 dias e meio por intoxicação por agrotóxicos

Intensidade por região — Kg de ingrediente ativo / hectare

Centro-Oeste · 16,14Sul · 9,81Sudeste · 8,63Nordeste · 3,61Norte · 2,41
Veja a Pesquisa Completa

O colonialismo que volta no prato

A dinâmica que aprisiona: indústrias e nações desenvolvidas vendem ao Brasil agrotóxicos proibidos em seus próprios territórios, transferindo a crise tóxica e convertendo a comida em um novo veículo para o que foi banido.

Saiba Mais

Próximos eventos

15Nov. 2025

COP30

Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025

Belém, Pará

12Nov. 2025

COP30

Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025

Belém, Pará

10Nov. 2025

COP30

Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025

Belém, Pará

Publicações

Agrotóxicos sem Fronteira: um dilema global

Agrotóxicos sem Fronteira: um dilema global

Exportações de agrotóxicos banidos na Europa explodem e o Brasil é o maior consumidor

Exportações de agrotóxicos banidos na Europa explodem e o Brasil é o maior consumidor

Brasil, agrotóxico e câncer

Brasil, agrotóxico e câncer

Redes Sociais

Acabamos de publicar o artigo "Alimentos ultraprocessados e agrotóxicos: duplo veneno para o cérebro" Escrito em parceria com Fulvio Scorza, Larissa Beltramim e Paulo Teixeira, o artigo analisa uma ideia amplamente difundida de que o processamento industrial eliminaria resíduos de agrotóxicos dos alimentos.
Os dados analisados indicam que essa relação é mais complexa. Resíduos de agrotóxicos foram identificados em cerca de 60% das amostras de ultraprocessados de origem vegetal e em 58% dos produtos de origem animal analisados. Entre os achados que merecem atenção estão aqueles relacionados aos alimentos destinados a crianças e bebês. Levantamentos do IDEC identificaram resíduos de agrotóxicos nesses produtos, incluindo substâncias com potenciais efeitos neurotóxicos e outros impactos relevantes para a saúde humana.
Durante o desenvolvimento cerebral, períodos de maior vulnerabilidade exigem atenção especial à exposição a compostos potencialmente neuroativos.

Esses resultados ampliam o debate sobre os alimentos ultraprocessados para além da sua composição nutricional, incorporando aspectos relacionados à segurança alimentar, regulação e políticas públicas baseadas em evidências.

Mais do que uma questão individual de consumo, esses achados reforçam a necessidade de discutir os ambientes alimentares, a regulação e as estratégias de proteção da saúde coletiva.

Link do artigo na bio.
Sete dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil são proibidos na União Europeia.

Fui citada na reportagem do @iclnoticias sobre isso, falando de por que essas substâncias foram banidas lá fora e por que não dá para entender o uso delas aqui sem olhar para a questão fundiária.

Link na bio.
2º Ciclo de Debates Online em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora na UFFS
Debate 5 | 28/08/2026 | 9h (Brasil) | 14h (Bélgica)

O adoecimento mental na população do campo: vidas interrompidas pelo sofrimento emocional

Apresentadora: Profa. Maria Eneida de Almeida (UFFS/Chapecó, CEBES)
Palestrante: Profa. Larissa Bombardi (USP)
Debatedor: Prof. Antônio Inácio Andrioli (UFFS/Chapecó, CEBES)
Mediador: Prof. Alexandre Carvalho de Moura (UFFS-Realeza, SINDUFFS)

Transmissão: link na bio

Apoio: CEBES | CEBES Núcleo Chapecó | SINDUFFS

💚 Precisa de apoio? CVV – 188, gratuito e sigiloso, 24h.
Livro

Agrotóxicos e colonialismo químico

Os agrotóxicos não atingem a todos da mesma forma: estão presentes na água e na alimentação e afetam de maneira desigual as populações mais vulneráveis. O livro revela a dinâmica de exportação, para o Sul Global, de substâncias já banidas na Europa — uma nova forma de colonialismo: o colonialismo químico.

Conheça o livro
Agrotóxicos e colonialismo químico

A ciência que expõe a morte silenciosa

Uma pesquisa que reúne dados e visão de mundo para mostrar o que está invisível na água e na alimentação. Conheça os artigos e os dados sobre o uso de agrotóxicos no Brasil e suas conexões globais.

Entre em contato