Larissa Bombardi estará presente na COP30

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC ou UNFCCC, na sigla em inglês) criou a Conferência das Partes (COP) como órgão responsável por tomar as decisões necessárias para implementar os compromissos assumidos pelos países no combate à mudança do clima. A COP é composta por todos os países que assinaram e ratificaram a Convenção. Atualmente, 198 países participam da UNFCCC, o que faz dela um dos maiores órgãos multilaterais do sistema das Nações Unidas (ONU).

Larissa Bombari

Pesquisadora e especialista na temática do uso de agrotóxicos

Larissa Bombari

Pesquisadora e especialista na temática do uso de agrotóxicos

Larissa Bombardi é geógrafa, pesquisadora do Laboratório de Agroecologia da Universidade Livre de Bruxelas (ULB) no projeto Friction e professora licenciada do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo – USP

 

Larissa é especialista no tema do uso de agrotóxicos há 14 anos, com dezenas de palestras, vários artigos publicados e mais de 100 entrevistas dadas sobre o tema, em meios de comunicação nacionais (Brasil) e internacionais, sendo uma das referências mundiais no assunto.

 

Ela é autora do livro “Agrotóxicos e Colonialismo Químico”, lançado em 2023 em português e publicado em Francês (Pesticides – Um colonialisme Chimique) em 2024.

 

Ela é, também, autora dos atlas: “Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conexões com a União Europeia”, lançado em 2019 em sua edição em inglês na Europa (Escócia e Alemanha) e “Geografia das assimetrias: o círculo vicioso dos agrotóxicos e o colonialismo na relação comercial entre o Mercosul e a União Europeia “, lançado em 2021 no Parlamento Europeu.

 

Larissa é membro do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (Brasil), membro da diretoria da organização internacional “Justice Pesticide” e curadora da aliança Internacional IPSA (International Pesticides Standard Alliance).

Brasil uso de agrotóxicos quantidade utilizada

Vezes mais glifosato permitido na água potável do Brasil do que o limite da União Europeia.
0
de todo agrotóxico comercializado no mundo é consumido no Brasil.
0 %
Morte a cada 2 dias e meio por intoxicação de agrotóxicos de uso agrícola (dados oficiais 2007-2014).
0

Relação entre a média anual do uso de agrotóxico, em (Kg), e a área agrícola da região, em hectare (ha)

Centro-Oeste 16,14 Kg/ha

Sul 9,81 Kg/ha

Sudeste 8,63 Kg/ha

Nordeste 3,61 Kg/ha 

Norte 2,41 Kg/ha

A intensidade de uso é um indicador crucial para a saúde pública e ambiental, pois mede a concentração do produto por área cultivada. A região Centro-Oeste se destaca com a maior taxa de aplicação por hectare no país.

Brasil uso de agrotóxicos quantidade utilizada

O colonialismo que volta no prato

A denúncia que comprova: indústrias sediadas em países desenvolvidos vendem ao Brasil agrotóxicos proibidos em seus próprios territórios, transferindo o risco de toxicidade para o Sul Global.

Próximos eventos

15

Nov. 2025

COP30 - Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025

12

Nov. 2025

COP30 - Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças

10

Nov. 2025

COP30 - Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025

Publicações

Livro

Agrotóxicos e colonialismo químico

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Agrotóxicos e colonialismo químico

Os agrotóxicos atingem com muito mais força mulheres, indígenas e camponeses que vivem no entorno dos cultivos de commodities — ou que são expulsos de suas terras pela irrefreável expansão de grandes plantações voltadas à exportação —, mas fazem parte do dia a dia de todos os brasileiros, uma vez que estão presentes na água e na alimentação de cada vez mais gente. Este livro compila dados alarmantes para que possamos começar a compreender a gravidade do problema representado pelo uso massivo de herbicidas, pesticidas e fungicidas para a saúde humana e para o meio ambiente, uma consequência direta da mundialização da agricultura, da concentração fundiária brasileira e da onipresença do agronegócio no país. Da leitura, emerge a conclusão de que produção agrícola deixou de ser sinônimo de produção de alimentos.

A ciência que expõe a morte silenciosa

A pesquisadora que rompeu o silêncio sobre a crise de saúde mental e o suicídio rural, revelando o impacto direto dos agrotóxicos na vida dos agricultores e de suas famílias.